É fraude? Como evitar comprar azeites adulterados

Como evitar azeites adulterados

Extraído de um único ingrediente, a azeitona, o azeite de oliva extravirgem tem origem milenar. Além de sua pureza, sabor e aromas frescos, o sumo da fruta compõe dietas por fazer bem à saúde. Porém, muitos desses consumidores não se atentam entre as várias opções e acabam levando um azeite de oliva de qualidade duvidosa para casa.

Infelizmente, o número de fraudes é grande. Segundo Nélio Weiss, proprietário da Olibi, é economicamente inviável produzir um azeite em larga escala e de baixo custo e, ao mesmo tempo, observar todos os critérios necessários para extrair um produto extravirgem e de qualidade, o que vai muito além do percentual de acidez escrito no rótulo.

Ano após ano, somos surpreendidos com análises realizadas pela Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor em laboratório, que revelam marcas adulteradas de azeite. São produtos que se vendem como extravirgem, porém, na verdade escondem óleos de baixa qualidade. Você pode conferir o resultado de um dos diversos testes já realizados: https://www.proteste.org.br/alimentacao/azeite/noticia/azeites-fraudados-dezembro

Há diversos elementos técnicos que indicam se o azeite é fraudado ou não, como a presença de outros óleos vegetais, como os de soja, milho e girassol. Algumas marcas incluem até mesmo azeite lampante, nome dado ao produto impróprio para consumo humano, permitido apenas para uso industrial. Além de analisar a composição dos azeites, esses testes também realizam uma análise sensorial de seus aromas e sabores.

Apesar de a degustação ser a única forma de comprovar se estamos diante de um azeite adulterado ou não, há várias características que dão bons indícios de qualidade. Descubra como analisar os rótulos na próxima vez que decidir comprar um azeite. Estas informações ajudam a escolher o melhor produto – e a passar mais longe de um azeite adulterado.

PREFIRA GARRAFAS ESCURAS OU LATAS
Escolha embalagens de cor escura, que impedem a entrada de luz e retardam alterações que podem acontecer no azeite. A entrada de luz acelera a oxidação e o envelhecimento do azeite.

Olivais

CONFIRA O LOCAL DE PRODUÇÃO E ENVASE
Dê preferência a rótulos que informam o nome da propriedade, em vez de apenas escrever o nome do país de origem do azeite. Se possível, veja se o local do cultivo da azeitona é no mesmo ou próximo do local de engarrafamento. Um azeite produzido e envasado no mesmo lugar tem menos risco de adulterações por mistura de outros óleos vegetais de baixa qualidade.

ESCOLHA PELA DATA DE ENVASE
Com o passar do tempo, azeites têm a intensidade dos seus atributos sensoriais naturalmente reduzida. Por isso, procure pelas datas de colheita ou envase que indicam produtos mais recentes. Um bom azeite extravirgem pode ser conservado por até 24 meses após a extração. Depois de aberto, a recomendação é consumir em até três meses.

VERIFIQUE O TRAJETO PERCORRIDO
O tempo de transporte e as temperaturas quentes de cargueiros prejudicam a ação dos polifenóis, substâncias que desempenham ação antioxidante e trazem benefícios à saúde. Azeites nacionais chegam muito mais rápido à mesa do consumidor, garantindo frescor, sabor e qualidade.

VÁ ALÉM DA ACIDEZ
A baixa acidez é um dos indicativos mais conhecidos, mas, como foi possível ver, não é o único. O percentual da acidez evidencia a qualidade no processo de seleção das azeitonas e extração e envase do azeite. Para ser considerado extravirgem, o azeite deve ter no máximo 0,8% de acidez – bons azeites costumam ter até 0,2%. Nosso Olibi tem menos de 0,1%. Vale lembrar que esse critério não interfere no sabor do azeite.

Azeite Olibi

LEIA SOBRE A EXTRAÇÃO
Assim como a acidez, essa é uma informação que costuma aparecer de forma clara no rótulo. O processo ideal para a obtenção do azeite extravirgem é a extração a frio. Azeitonas não aquecidas preservam nutrientes, aromas e sabores.

7 Comments
  • Claudio Lungarotti
    Posted at 15:23h, 18 janeiro Responder

    Boa tarde…. sou italiano. Anos atras comprei na Italia um azeite que chamam de “primeira moidura”…. è um azeite novo que è comercializado logo, e que tem um sabor marcante e bastante picante. Vcs tem algo parecido?
    Sou apaixonado para azeite e irei em breve testar o vosso extra virgem….. procuro “aquele sabor”… mas è bem dificil incontrar nos azeites que sao vendidos nos supermercado!
    Atè logo para minha primeira (e espero primeira de uma boa serie) compra!
    Claudio

  • Adriano José de Almeida Vieira
    Posted at 23:18h, 18 janeiro Responder

    Boa Noite , Parabéns pelo Azeite Artesanais que vocês produzem , Nota mil eu nunca tinha visto nada igual . O Azeite Artesanais Olibi é simplesmente único , Recomendo a todos

    • Olibi Azeites Artesanais
      Posted at 13:01h, 18 fevereiro Responder

      Olá, Adriano. Ficamos muito felizes com a sua mensagem! Logo lançaremos o Novello da safra 2019. Esperamos que você goste também. Abs

  • Luiz Alberto Dias
    Posted at 11:00h, 19 fevereiro Responder

    Já há algum tempo tenho a satisfação de degustar o azeite da Olibi. Consumo azeite extra virgem desde a minha infância. É um hábito familiar. Que bom que no Brasil, com seu terroir característico de sabores acentuados, já temos azeites de altíssima qualidade. Fruto de um trabalho heróico, pois empreender no Brasil, numa experiência, exige muito foco e determinação.

    • Olibi Azeites Artesanais
      Posted at 10:51h, 01 março Responder

      Bom dia, Luiz Alberto. Agradecemos a sua mensagem e ficamos muito felizes em saber que você aprecia nosso azeite. Vamos continuar trabalhando duro para extrair azeites cada vez melhores e inovar com produtos diferentes, como as versões em pó. Um abraço.

  • Eldonjeoro
    Posted at 03:40h, 04 novembro Responder

    Por tr s da marca Olibi Azeites Artesanais 4, h uma hist ria incr vel de sustentabilidade e inova o. Fazem parte dela: prote o, recupera o e soltura de aves apreendidas pelo Ibama e Pol cia Florestal, v timas de cativeiro, maus-tratos e do tr fico ilegal; produ o de azeitonas, extra o artesanal e comercializa o de azeite extravirgem de boa qualidade; e engajamento de pessoas interessadas em apoiar a restaura o e conserva o ambiental, bem como, a recupera o de aves e o desenvolvimento da olivicultura brasileira.

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