Azeite de oliva extravirgem e virgem: qual é a diferença?

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Foto: The Tablehopper – Flickr

 

A extração do suco da azeitona dá origem ao azeite de oliva – óleo milenar reconhecido por seus diversos benefícios à saúde. Mesmo disponível no mercado há muito tempo, consumidores ainda têm dúvidas quando se deparam com a infinidade de opções à venda.

Um dos indicativos de boa qualidade mais conhecido é o teor de acidez, que define se o azeite será extravirgem ou apenas virgem. O extravirgem apresenta acidez até 0,8%, enquanto o virgem pode chegar a 2%. Infelizmente, não é possível perceber essa diferença de acidez em uma simples degustação. Sendo assim, a fonte dessa informação acaba sendo o rótulo.

O que vale nessa hora é buscar marcas confiáveis, uma vez que vários testes já revelaram produtos adulterados sendo vendidos como extravirgem. A última pesquisa da Proteste mais uma vez desclassificou oito marcas – várias delas bastante conhecidas: https://www.proteste.org.br/institucional/imprensa/press-release/2017/proteste-testa-24-marcas-de-azeite-e-descobre-fraudes-e-problemas.

De acordo com o olivicultor Nélio Weiss, é economicamente inviável um azeite produzido em larga escala observar todos os critérios necessários para ser um extravirgem premium, indo muito além do teor de acidez. “Ou você tem qualidade extrema ou quantidade extrema. Para chegar a um produto realmente de qualidade destacada, você precisa prensar a uma temperatura inferior a que normalmente se utiliza, por menos tempo do que o normalmente empregado e colher a azeitona ainda bastante verde. Tudo isso resulta em menor quantidade de azeite”, explica.

Boa notícia
Nélio compartilha a única forma de identificar se o azeite comprado é realmente extravirgem: pelo olfato. “Você esquenta um pouco o copo onde foi servido o azeite e cheira, buscando sentir aromas frutados. Se não for frutado, não é extravirgem”, garante. O segredo é apurar o olfato, pois o paladar humano não consegue detectar a acidez. Se a degustação indicar alguma coisa errada, tenha certeza de que o azeite não é nem extravirgem, nem virgem – e será enquadrado na categoria de lampante, ou seja, serve apenas como combustível para lamparinas.


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