Visita à fazenda tem experiência única com azeite e projetos ambientais

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Depois de rodar seis quilômetros pela estrada de terra, os visitantes chegam à porteira da nossa fazenda Caminho do Meio, no bairro Capoeira Grande, zona rural de Aiuruoca. O pessoal começa a subir a pequena estradinha que traz aqui para o nosso espaço, no alto das montanhas da Serra da Mantiqueira e com vista para o Pico do Papagaio, um ícone da cidade.

O tour guiado ao olival e aos projetos ambientais (viveiro de aves e áreas reflorestadas), bem como a experiência de degustação de azeite de oliva extravirgem produzido a partir das nossas azeitonas, começa às 10h, sempre aos sábados. Em breve abriremos a porteira todos os dias, no mesmo horário das 10h, oferecendo mais possibilidade para que turistas e moradores da região agendem a visita.

“Achei fantástico aprender a degustar azeite”, conta Eduardo Sampaio, mais conhecido como o Dudu da Pousada Dudu, aqui de Aiuruoca. “Você coloca o azeite na boca e puxa o ar pela lateral da boca, para aromatizar. É engraçado porque agora peguei mania e sempre peço uma colher para degustar o azeite nos restaurantes. Já estou percebendo que tem coisa que não é azeite”, comenta o empresário, acrescentando também ter gostado de saber mais sobre a história da oliveira e do azeite.

“Foi muito instrutivo saber como funciona uma oliveira e entender que não é só colocar esterco e esperar a árvore crescer. Além disso, a visitação mostra o projeto ambiental, o que nos faz perceber esse diferencial de que a oliveira e o azeite também ajudam a manter toda a estrutura que é grande, com medicamentos, veterinários”, explica Dudu, se referindo ao nosso projeto de cuidado e soltura de aves resgatadas do tráfico e de maus-tratos, que começou em 2007.

Foto: Glória, Pousada Alquimia

 

Além do azeite, meio ambiente também é foco

Em parceria com o Ibama e com a polícia florestal da região, já cuidamos de milhares de aves que chegaram aqui machucadas e sem condições de voar, sendo que mais de três mil delas já foram soltas de volta na natureza. Até mesmo o papagaio-do-peito-roxo, que dá nome à cidade de Aiuruoca (significa “casa do papagaio” em tupi-guarani) e está ameaçado de extinção, voltou a ser visto no céu da região.

Além de passear pelos viveiros e descobrir como funciona esse trabalho, os visitantes percorrem as matas reflorestadas com árvore nativa, um projeto que começou em 1999. Quem olha a paisagem ao redor da fazenda tem dificuldade para acreditar, mas o horizonte já foi árido e desértico, resultado de queimadas e devastações que aconteceram antes de comprarmos a terra. Hoje já são mais de 15 mil árvores plantadas – e o verde voltou a fazer parte do cenário.

Visita ao viveiro

Visitantes descobrem como funciona o trabalho de cuidados dos pássaros



As aves recebem os tratamentos necessários no viveiro, até poderem voltar a voar

 

Olival de qualidade em solo brasileiro

O circuito se completa com a produção das oliveiras, que produziram a primeira safra comercial do azeite Olibi agora em março de 2017 (leia esse post aqui para saber como foi a colheita). Os visitantes têm a oportunidade de passear entre as árvores, ver uma azeitona no pé (quando for época de frutos) e descobrir como se cultiva essa planta milenar. “Achei que existia azeitona de todas as cores: verde, preta e roxa”, comenta Sandra Serrano, após sua visita. “Mas é tudo a mesma!”, se surpreendeu a carioca, que mora em Aiuruoca há anos.

O estágio de maturação da azeitona é o que indica sua cor, sendo que a tonalidade verde é a melhor hora para colher e prensar o azeite – e também o momento em que a azeitona extrai a menor quantidade de azeite, mas com a melhor qualidade. Esse é apenas um dos detalhes que fazem com que o azeite Olibi seja especial (veja aqui todo o processo). O passo a passo da produção é explicado durante a visita guiada, enquanto os participantes acompanham tudo de perto. “O conhecimento foi passado de forma coloquial, sem usar termos técnicos que dificultam que todos entendam. O carinho esteve presente em cada detalhe”, apontou Sandra.

A visita termina com uma aula de degustação de azeites, que ensina de forma simples como podemos descobrir se estamos diante de um produto de qualidade. O visual, o aroma e o sabor dizem muito sobre o óleo da azeitona e são os grandes pilares da prova sensorial. Depois de uma manhã imersiva na natureza, todos aproveitam para tomar um bom café mineiro, jogar conversa fora e compartilhar as experiências do tour.

Café mineiro

Foto: Glória, da Pousada Alquimia

 

Programe-se
Data: todos os sábados, às 10h
Local: Fazenda Caminho do Meio – Capoeira Grande – Aiuruoca (MG)
Valor: R$ 35,00 por pessoa, sendo que esse valor dá um crédito de R$ 15,00 para a compra de uma garrafa de azeite Olibi. O passeio é gratuito para Olibares (participantes do projeto Adote uma Oliveira).

 Entre em contato para reservar
Nélio Weiss: (35) 99983-0957 ou nelio.weiss@olibi.com.br
Enviaremos as direções para chegar à fazenda por e-mail.


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2 Comments
  • José Frajtag
    Posted at 12:46h, 08 julho Responder

    Existe um tour partindo do Rio de Janeiro? Qual a melhor época para ver a colheita e prensagem? Se não houver tour, como chegar vindo do Rio?

    • Fale com a Olibi
      Posted at 16:14h, 04 novembro Responder

      José, nós não organizamos tours para a região, mas para encontrar a melhor rota para Aiuruoca e nossa fazenda você pode colocar no Waze ou Google Maps “Olibi Azeites Artesanais” que o próprio app indica a melhor rota para cá.

      A colheita costuma ser entre fevereiro e março – tudo depende do clima durante o ano e os períodos de chuva. Fique de olho aqui e em nossas redes sociais que informaremos sobre a colheita. 😉

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