Descoberta histórica: o cultivo de oliveiras em Aiuruoca/MG acontece desde o Brasil Império

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O cultivo das oliveiras em Aiuruoca/MG e região já é uma atividade tradicional – mas engana-se quem pensa que isso é recente.

Você sabia que o cultivo de oliveiras em Aiuruoca/MG acontece desde à época do império?

Uma descoberta histórica – realizada pelo Secretário de Turismo da cidade, Gilberto Furriel, promete revolucionar a história da olivicultura no Brasil: o encontro de registros datados da época do império sobre o cultivo de oliveiras em Aiuruoca, a terra da Olibi.

É grande o impacto desta descoberta para o turismo e a produção de azeite extravirgem artesanal não só em Aiuruoca, mas em todo o Brasil. Embora os imigrantes vindos no período das capitanias hereditárias trouxessem consigo mudas de oliveiras para o Brasil, a coroa Portuguesa ordenou que as oliveiras fossem derrubadas

O objetivo era garantir o monopólio real do consumo do azeite português no país. Isso acabou por contribuir para a geração do mito de que o Brasil não seria de fato uma terra propícia para a olivicultura.

Os registros encontrados por Gilberto e sua equipe mencionam não só a produção de azeite, mas também os demais produtos fabricados em Aiuruoca e região:

Registro histórico sobre a Indústria Textil e a plantação das oliveiras em Aiuruoca/MG.
Registro histórico sobre a Indústria Textil e a plantação das oliveiras em Aiuruoca/MG.

Isso traz novos fatos à história da olivicultura – especialmente na região. Acreditava-se que a cultura de oliveiras no sul de Minas Gerais surgiu com o aumento das imigrações europeias após a Segunda Guerra Mundial e a chegada de pequenos produtores na região.

A novidade promete agitar os produtores de azeite no Brasil – e dar um novo impulso ao setor na região. Cerca de 160 produtores foram registrados em 2018 na região da Serra da Mantiqueira, contabilizando uma produção de 80 mil litros de azeite nacional no período, o dobro do volume registrado em 2016.

O forte da região é cultivo da variedade Arbequina, por conta do seu alto nível de produtividade do azeite. Mas há exceções – o Olibi, por exemplo, pode conter até seis variedades de azeitonas: Arbequina, Arbosana, Koroneiki, Grappolo, Coratina e Maria da Fé.

As pesquisas não param por aqui: Gilberto e sua equipe estão buscando outros registros nos arquivos da antiga sociedade industrial, apontada em seu texto.

“Cada nova descoberta traz consigo não só um resgate da história, mas também da força da olivicultura no país. Isso tem um grande valor para cada produtor de oliveiras do sul de Minas, podendo trazer novas oportunidades em investimento e até para o turismo local” afirma Nelio Weiss, proprietário da Olibi, ressaltando que essa descoberta é importante não só para Aiuruoca e toda a região, mas especialmente para a história da olivicultura brasileira.

A cada nova descoberta deste importante novo capítulo da história da olivicultura brasileira, a Olibi trará novidades para você. Por isso acompanhe nossas publicações aqui no blog e em nossas redes sociais.


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