Azeite na frigideira, na dieta e na degustação – os mitos e as verdades sobre o óleo da azeitona

O azeite vem sendo cada vez mais incorporado na dieta diária dos brasileiros. Essa preferência não é à toa: o óleo extravirgem oferece inúmeros benefícios para o bom funcionamento do coração, cérebro e sistema digestivo, além de ser uma alternativa saudável comparada a outros óleos. E a melhor parte é que o azeite tempera com sabor e leveza, deixando os pratos muito mais gostosos.

Azeite na frigideira, na dieta e na degustação – os mitos e as verdades sobre o óleo da azeitona

No entanto, por sua popularidade ser recente no Brasil, o uso do azeite ainda gera muitas dúvidas entre os consumidores: é possível usá-lo quente para cozer alimentos? Ele ajuda no processo de emagrecimento? Pode ser consumido à vontade? Pensando nisso, separamos alguns mitos e verdades sobre o óleo da azeitona para orientar seu uso na cozinha diária.

Azeite pode ser usado no cozimento ou fritura

Verdade. Quando consumido frio, o azeite oferece 100% do seu sabor, aroma e qualidades originais. Mas o azeite pode, sim, ser usado no preparo de pratos quentes, desde que seja aquecido até 220°C. Esta temperatura garante que suas propriedades básicas não sejam alteradas e que o óleo da azeitona não atinja seu ‘ponto de fumaça’, isto é, quando a gordura se decompõe em elementos nocivos.

Azeite na frigideira, na dieta e na degustação – os mitos e as verdades sobre o óleo da azeitona

Além disso, por apresentar uma maior quantidade de gorduras monoinsaturadas e compostos antioxidantes, o azeite extravirgem é menos volátil quando comparado a outros óleos vegetais. Ao ser usado em frituras, o azeite forma uma camada protetora, impedindo que o alimento absorva muito óleo. O resultado é um prato mais leve, com menor teor de gordura.

Azeite faz perder peso

Mito. O azeite é um aliado na dieta equilibrada por ser um óleo saudável, monoinsaturado e rico em polifenóis. Mas isso não significa que não seja calórico e, por isso, não faz milagres com a balança. Mesmo sendo uma boa fonte de gordura, deve ser consumido em quantidades equilibradas. De acordo com o Food and Drug Administration (FDA), a ingestão de duas colheres de sopa (23 gramas) de azeite de oliva extravirgem por dia é ideal para que o óleo apresente os seus benefícios para a saúde.

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A cor do azeite não revela a qualidade

Azeite na frigideira, na dieta e na degustação – os mitos e as verdades sobre o óleo da azeitona

Verdade. Se um azeite é mais ou menos verde, isso indica apenas qual foi o nível de maturação das azeitonas usadas na extração. Azeites de frutos mais jovens podem ter sabor e aroma associados a “frutos verdes”, mas o fator não determina, sozinho, a qualidade do azeite. Prova disso é que se recomenda usar recipientes escuros para degustar azeites, impedindo que a cor influencie o processo.

Azeite extravirgem é o melhor

Verdade. Prensado a frio, o azeite extravirgem preserva os compostos responsáveis pelo aroma, sabor e, especialmente, uma maior quantidade de polifenóis, que contribuem para regular o nível de colesterol no sangue e evitar problemas no coração. Pesquisas realizadas com as populações do Mediterrâneo, conhecidas pelo alto consumo do azeite, indicam que o alimento é responsável por estender a longevidade e prevenir doenças cardiovasculares.

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Azeite tem qualidade detectada apenas pela acidez

Mito. É verdade que o nível de acidez importa – e muito! Mas o sabor e aroma também devem ser levados em conta. Enquanto a acidez determina a qualidade do processo de coleta e extração do azeite, os fatores sensoriais apontam para a personalidade do produto – isto é, o nível de maturação das azeitonas que deram origem ao óleo, o blend que foi utilizado, entre outros.

Em geral, bons azeites apresentam um baixo nível de acidez que, aliás, não é perceptível no sabor. O da Olibi, por exemplo, é inferior a 0,1%. A combinação da acidez com a experiência sensorial é o que realmente determina a qualidade do azeite.

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